ANTRA oficia DPU e esta envia recomendação ao IBGE sobre a população Trans no censo 2020

Direitos e Política

Em março de 2018 a ANTRA, após dialogo com diversas instituições e em uma articulação feita pela sua Secretaria de Articulação Politica, oficiou a Defensoria Pública da União (DPU) a respeito da inclusão de temas relacionados a população de Travestis e Transexuais no censo do IBGE previsto para 2020.

A Defensoria Pública da União (DPU) enviou recomendação ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para que inclua no Censo 2020 questionamentos acerca da identidade de gênero e da orientação sexual dos entrevistados. O objetivo é promover a coleta de dados que possam balizar a implementação de políticas públicas voltadas à população LGBTI no país, em especial para as pessoas trans.

Censo

“A recomendação visa a uma solução extrajudicial para uma questão de grande relevância, que é quantificar um segmento da população hipervulnerável, independentemente de classe social”, afirmou o defensor regional de direitos humanos no Rio de Janeiro, Thales Arcoverde Treiger. Ele assina o documento com o Grupo de Trabalho Identidade de Gênero e Cidadania LGBTI da DPU.

Na recomendação, a DPU pede que o IBGE tome as medidas necessárias para que, nos resultados finais do censo, seja possível identificar o quantitativo populacional de pessoas trans, bem como sua escolaridade média, faixa salarial, situação familiar e estimativa de vida.

A DPU estipulou um prazo de 30 dias para a resposta do IBGE.

Leia a íntegra da recomendação.

Fonte: DPU

Dia do Orgulho de Ser Travesti e Transexual

Direitos e Política

15M

15/05 – DIA DO ORGULHO DE SER TRAVESTI E TRANSEXUAL

”Foi em 15 de maio de 1992 que germinou a semente do que conhecemos hoje como Movimento organizado de Travestis e Transexuais. Mas foi um grupo de seis pioneiras Travestis que deram a cara a tapa pela primeira vez cansada das dificuldade vividas naquele período, e que resolveram sair da clandestinidade que viviam e “peitaram” de fato a sociedade e o “cistema” daquele período.

A partir de lá muitas coisas aconteceram outras identidades se somaram nessa luta e hoje comemoramos também esses pequenos avanços e conquistas. O dia do orgulho de ser Travesti e Transexual também não vem se contrapor a data de 29 de janeiro Dia da Visibilidade Trans, pois as datas dialogam entre si e não divergem.

Ademais podemos sim comemorar pois cada dia de sobrevivência nossa já vale comemorar a existência de sermos o que somos. E uma última informação. Esse comunicado não é um pedido de autorização, mas sim uma comunicação para que a data seja saudada por quem quiser e puder comemorar em forma de saudação, atividades, eventos enfim. KEILA SIMPSON SOUSA PRESIDENTRA DA ANTRA”

O Movimento Nacional, organizado, de Travestis e Transexuais nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 15 de maio de 1992, através do grupo ASTRAL – Associação de Travestis e Liberados, que se tornou a primeira ONG de Travestis e Transexuais da América Latina. Até a data não se tinha conhecimento de outra associação específica, feita por e para pessoas Trans na região.

Idealizado por um grupo de 6 Travestis, sendo elas Jovanna Baby, Jossy Silva, Elza Lobão, Beatriz Senegal, Raquel Barbosa e Munique do Bavier. Com objetivo de atuar no resgate da cidadania plena, inclusão social e enfrentamento da violência cometida pela sociedade em geral contra a nossa população. Bem como a luta pela conscientização e prevenção do HIV/Aids, e o apoio às pessoas positivas.

Por esse motivo, discutimos a importância de marcar a data de criação deste movimento no Rio de Janeiro no calendário nacional, como o Dia do Orgulho de Ser Travesti e Transexual. Uma data que não anula ou se contrapõe a data do 29 de janeiro – Dia da Visibilidade Trans, já ratificada no Brasil.

Ambas são importantes e somam forças para a luta das Travestis, Mulheres Transexuais e Homens Trans.

O 15 de Maio marca uma data histórica para o segmento no Brasil, desconhecida pela maioria, pois pela primeira vez essa população estava se organizando de forma política, o que causou visibilidade e repercussão na mídia, que publicizavam a ação, dada a sua importância ao articular essas pessoas em associações, para aumentar as forças coletivas e lutar pela existência das pessoas Travestis e Transexuais.

Filtro do Dia do Orgulho Trans para redes sociais

O Fórum de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro reconhece, ratifica e institui nacionalmente, a partir do ano de 2017, o Dia 15 de maio, como o DIA DO ORGULHO DE SER TRAVESTI E TRANSEXUAL, para que a nossa história seja lembrada, fique registrada e conhecida nacionalmente, e para que tenhamos cada vez mais Orgulho de ser quem somos!

O Fórum dialogou com a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB), que é presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALERJ, para a criação da PL que reconhece a data no calendário oficial do estado do Rio de Janeiro. A PL tramita na Câmara.

Para que a nossa história seja lembrada, fique registrada e conhecida nacionalmente, e para que tenhamos cada vez mais Orgulho de ser quem somos, este ano a data será comemorada em vários estados com ações da mais diversas redes.

 

Organizações Nacionais, Regionais e estaduais que Apoiam a instituição e reconhecimento da importância da data:
ABGLT – ABRAFH – ANOTTRANS – ANTRA – ASTRA – ANTRAFA – ATRANS-CE – CEDS-RJ – FONATRANS – FORUMTT-ES – FORUMTT-PI – IBRAT – IBTE – RENOSP LGBT – UNALGBT – UNEGRO LGBT – AGPT – ALIANÇA NACIONAL – SEMEAR DIVERSIDADE

#15Maio #DiaDoORGULHOTrans #OrgulhodeSER #OrgulhodeSerHomemTrans #OrgulhoTT #OrgulhoTravesti #OrgulhoTrans

 

Entrega do Relatório da ANTRA à CIDH

Direitos e Política

ANTRA, em parceria com a ABGLT, estará participando do 168º Período de Sessões da Corte Interamericana dos Direitos Humanos, em Santo Domingo, Republica Dominicana, de 03 a 11 de maio de 2018.

 

168

O Secretário de Relações Internacionais da ABGLT, Sr. Victor de Wolf, falará em nome da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos, na audiência sobre o dever de proteção das pessoas defensoras dos Direitos Humanos, no contexto dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes no Brasil.

Programação completa 168ª Sessão CIDH

Na audiência pública que acontece hoje, 08/05 na CIDH, foi entregue o Relatório do Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais Brasileiras em 2017, produzido pela ANTRA diretamente nas mãos da presidenta da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Sra Margarette May Macaulay. A fim de denunciar os assassinatos e a crescente onda de violência contra a população de Travestis e Transexuais, inclusive contra militantes e defensoras dos Direitos Humanos que foram brutalmente assassinadas em 2017.

Leia: Onda Crescente de Violência contra pessoas Trans em 2018

Assim como fizemos junto a ONU, em Janeiro deste ano, esperamos que a CIDH tome alguma providencia a fim de instar o Brasil como responsável por estes assassinatos e que o mesmo seja condenado através da ação em que estamos denunciando o país as cortes internacionais.

Mais atualizações em breve.

Dandara e a Transfobia Omitida pelo Estado

Violência

Governo do Estado do Ceará NÃO CONSIDERA A MORTE DE DANDARA (e tantas outras) COMO TRANSFOBIA. Mesmo diante da crueldade com que o assassinato aconteceu, foi filmado e vinculado nas redes sociais.

No Ceará, o Estado mais matou Travestis e Transexuais do Brasil em 2017 (único estado que aparece nas listas de dados absolutos e em dados proporcionais – ANTRA e IBTE), que Matou Dandara e Herika de formas brutais.

Nem mesmo o caso Dandara foi visto (institucionalmente) como Transfobia. Apesar de a Transfobia ter sido reconhecida como qualificadora pelo Tribunal do Júri. Mais de um ano depois, e ainda não existe essa possibilidade de constar a Transfobia como motivo.

Dandara Campanha

Não existe a possibilidade de enquadramento como Transfobia como motivo presumido nos Registros de Ocorrência e nem reconhece esses assassinatos como feminicídio – com certeza em outros estados essa prática é recorrente.

Este ano já foram 5 assassinatos no Ceará (até abril/2018) e nenhum enquadrado como Transfobia ou Feminicidio.

Este é o reflexo do Brasil, que invisibiliza e nega nossas identidades até na hora de nossas mortes. Que nos trata no masculino depois de mortas, inclusive durante todo julgamento. Que solta assassinos confessos (Teresina-PI.2017). Que tem nos caçado desde a ditadura.

Que vem se omitindo de olhar para essa violência contra a nossa população e nega a possibilidade qualificar esses crimes que são específicos com nuances e motivações específicas, para continuar calado frente ao apagamento de nossas vidas que vem sendo perpetuada pelo próprio estado.

Repudiamos essa ação que corrobora com os assassinatos e gera a impunidade dos assassinos de outros casos, em sua maioria soltos e sem nenhuma investigação em curso.

Não iremos aceitar caladas! TRANSFOBIA É CRIME!

Parem de nos matar!

Rio de Janeiro, 02 de maio de 2018.

Bruna Benevides
Secretária de Articulação Política ANTRA

#Paremdenosmatar #MeuNomeImporta #ANTRA #IBTE #CriminalizeLGBTIfobia

Parceria no Mapeamento da Violência Contra a população Trans

Direitos e Política, Violência

Diante do Aumento da Violência contra a nossa população, a ANTRA e o IBTE fecham parceria importante no mapeamento dos assassinatos e violação dos direitos das pessoas trans.

Jan- Abr 2018

A Prof. Sayonara Nogueira, que faz o levantamento há 4 anos e hoje é responsável pelo mapeamento dos assassinatos, tentativas e violações dos Direiros Humanos de Travestis, Mulheres Transexuais e Homens Trans junto ao IBTE, aceitou o Convite da Presidenta da ANTRA, Sra Keila Simpson, para firmarmos uma parceria importante a fim de que os dados se tornem ainda mais visíveis e que a partir da união das duas principais redes que fazem este levantamento da população Trans, possamos traçar medidas eficazes de enfrentamento a essa violência.

Bruna Benevides, Secretária de Articulação Politica e autora do Mapa e relatório dos Assassinatos de Travestis e Transexuais Brasileiras da ANTRA em 2017 esteve reunida com a Prof Sayonara, em Brasília_DF, a fim de dialogarem sobre a importância desta parceria, discutir as metodologias e estratégias, além de trocarem suas experiências e criarem um plano de trabalho. Contaram ainda com a Presença da Secretária Nacional de Políticas LGBTI do Ministério dos Direitos Humanos, Senhora Marina Reidel.

Bruna e SayonaraBruna, Marina e Sayonara

Ambas estarão participando no I Seminário Internacional de Assassinatos da População LGBTI, apresentando os crescentes dados. Onde poderão discutir com outros segmentos e dialogar com representantes de outros países e do poder públicos sobre o combate efetivo destes assassinatos e a denuncia do Brasil frente as cortes internacionais.

Em Janeiro de 2018, a ANTRA fez a entrega do relatório final dos Assassinatos de Travestis e Transexuais Brasileiras da ANTRA em 2017 a ONU, na presença de diversas Instituições e representantes da sociedades civil e do poder público.

Bruna Benevides ONU

Entrega do Relatório ao Sr Jaime Nadal – ONU Brasil

 

Parceria ANTRA e Revista Latino-Americana de Geografia e Gênero

Educação

PRODUZINDO VISIBILIDADES DE CIENTISTAS TRANS

CHAMADA DE TRABALHOS DE AUTORES/AS TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E DEMAIS PESSOAS TRANS PARA REVISTA LATINO-AMERICANA DE GEOGRAFIA E GÊNERO

Chamada Artigos

A Revista Latino-americana de Geografia e Gênero em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais – ANTRA, convida pesquisadores/as travestis, transexuais e demais pessoas Trans, para compor um volume especial que tem por objetivo evidenciar a força intelectual de nossa população.

Há muito tempo pessoas trans têm suas experiências convertidas em produtos científicos por pesquisadores cis, e temos sentido a necessidade de, cada vez mais, dar voz a representatividade.

Nossa intenção é propiciar um espaço acadêmico para que  Travestis e Transexuais possam falar por si mesmos/as, construindo reflexões que expressem suas próprias teorias e formas de vivencias, perceber e conhecer o mundo.

Esta parceria surge em um momento onde o cenário político exige que nossas alianças se fortaleçam e que possamos realmente criar uma grande corrente contra o avanço do fascismo e no combate a Transfobia no ambiente acadêmico e revistas do Gênero.

Data limite para submissão: 30/08/2018

Enviar para: Joseli Maria Silva (joseli.genero@gmail.com)

Normas para a elaboração do artigo:

1- Pede-se que os textos sejam marginados à esquerda e digitados em espaço 1,5, em fonte Arial, tamanho 12, e que não contenham marcações.

2- O nome do(a) autor(a) com e-mail e procedência institucional.

3- Os artigos deverão ter entre 15 a 30 laudas em papel A4, incluindo as referências bibliográficas, notas e tabelas.

4- Devem vir acompanhados de resumo e abstract (no máximo 10 linhas) e palavras-chave (no máximo 5) em português e em inglês, sendo que o título também deve estar traduzido para o inglês.

5- Formato do texto:

– aspas duplas para citações com até três linhas;

– as citações com mais de três linhas devem ser destacadas com recuo de quatro centímetros da margem esquerda, com fonte do tipo Arial 11 e sem aspas.

– aspas simples para palavras com emprego não convencional e para indicar citação no interior de citação de até três linhas;

– itálico para palavras estrangeiras, neologismos e títulos de obras e publicações;

– as notas explicativas devem ser de pé de página, numeradas, e pede-se que sejam usadas com parcimônia;

– as citações deverão ter chamadas no corpo do texto pelo(s) sobrenome(s) do(s) autor(es), ano de publicação e também, para citações diretas, o número da página. Para menção do autor no contexto da frase, só a inicial deve ser em letra maiúscula, e quando a menção é feita entre parênteses, todas as letras devem ser maiúsculas. Exemplos:

a) Conforme afirma Corrêa (1997, p. 152), “O espaço enquanto objetivação geográfica do estudo da cidade apresenta várias facetas que permitem que seja estudado de modo multivariado”.

b) “O espaço enquanto objetivação geográfica do estudo da cidade apresenta várias facetas que permitem que seja estudado de modo multivariado” (CORRÊA, 1997, p.152)

– a lista de referências bibliográficas completas deve ser apresentada ao final do texto;

– na lista final de referências bibliográficas, o prenome dos(as) autores(as) deve constar em todas as referências e não apenas ser indicada a inicial.

6- As figuras devem ser enviadas em formato digital BMP, JPG ou TIFF.

7- As referências bibliográficas devem obedecer aos seguintes critérios:

– Livro: SOBRENOME DO(A) AUTOR(A) DA OBRA, Prenomes. Título da obra: subtítulo. Número da edição. Local de Publicação: Editora, ano de publicação.

Exemplo:

CORRÊA, Roberto Lobato. Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.

– Capítulo de livro: SOBRENOME DO(A) AUTOR(A) DO CAPÍTULO, Prenomes. “Título do capítulo: subtítulo”. In: SOBRENOME DO(A) AUTOR(A) DA OBRA, Prenomes. Título da obra: subtítulo. Número da edição. Local de Publicação: Editora, ano de publicação. Páginas inicial e final do capítulo.

Exemplo:

ROSENDAHL, Zeny. “Território e territorialidade: uma perspectiva geográfica para o estudo da religião”. In: CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (Orgs.). Geografia: temas sobre cultura e espaço. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2005. p. 191 . 226.

– Artigo de periódico: SOBRENOME DO(A) AUTOR(A) DO ARTIGO, Prenomes. “Título do artigo: subtítulo”. Título do Periódico, número do volume, número do fascículo, páginas inicial e final do artigo, mês e ano.

Exemplo: MELLO, João Batista Ferreira de. “Valores em geografia e o dinamismo do mundo vivido na obra de Anne Buttimer”. Espaço e Cultura, n. 19 – 20, p. 33-39, dez. 2005.

– Dissertações e Teses: SOBRENOME DO(A) AUTOR(A), Prenomes. Título da obra: subtítulo. Ano de apresentação. Categoria (Grau e Área de Concentração) – Instituição, Local.

Exemplo:

JUNCKES, Ivan Jairo. O sindicalismo novo dos bancários na reestruturação financeira dos anos noventa no Brasil. 2004. Tese (Doutorado em Sociologia Política) – Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, UFSC, Florianópolis – SC.

– Trabalhos apresentados em eventos científicos: SOBRENOME DO(A) AUTOR(A) DO TRABALHO, Prenomes. “Título do trabalho”. In: NOME DO EVENTO, Número da edição do evento, Cidade onde se realizou o evento. Anais… (ou Proceedings… ou Resumos…) Local de publicação: Editora, Ano de publicação. Páginas inicial e final do trabalho.

Exemplo:

SILVA, João Marcio Palhete da. “Poder, governo e território em Carajás” In: VI ENCONTRO NACIONAL DA ANPEGE, 2005, Fortaleza. Anais de resumo. Fortaleza: Expressão Gráfica, 2005. p. 120-121. – Referências de obras em outras línguas obedecerão a critérios próprios.

 

Campanha MEU NOME IMPORTA

Direitos e Política

Desde a Decisão do STF sobre a ADI nº 4275, em 01 de março de 2018, temos visto uma comoção nacional a respeito da regulamentação do direito ao nome e livre expressão da identidade de gênero, com a possibilidade de retificação de nome e sexo (registral) nos registros civis, sem a necessidade de cirurgia para a população de Travestis e Transexuais Brasileiras.

A votação do STF foi assim:

11×0 cirurgia [não precisa ter feito a cirurgia para que se reconheça a identidade de gênero e altere na documentação o quesito sexo em conformidade com a identificação da pessoa]

9×1 laudos (Toffoli nao disse sua posição) [essa é a melhor vitória: Não vai ter Laudo e nem “Parecer”, nem um olhar que não o da pessoa para que ela tenha o direito de mudar de nome e sexo (registral) no seu documento]

6×5 administrativo (5×4 sem Toffoli) [o processo será diretamente no cartório, sem a necessidade de um juiz julgar e homologar a alteração]

– A partir dos 18 anos [maioridade civil e penal]

O STF citou e decidiu inclusive concordando com a decisão da CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos) que determinou que seus países membros criem mecanismos para a troca de identidade de gênero no registro civil.

Segundo a corte, a concessão dessas mudanças deve ser condicionada à vontade do indivíduo e à ideia que ele tem de si mesmo. Por AUTODETERMINAÇÃO. Não devem ser exigidos certificados médicos, psicológicos, operações ou terapias hormonais.

Na decisão, a Corte recomenda que isso seja feito em um processo administrativo, assim como acontece com a obtenção do registro geral ou do número de CPF no Brasil, por exemplo.

Garantindo que pode ser modificado nos documentos de identidade a imagem, o nome e a retificação da referência ao sexo ou ao gênero. A decisão destaca que isso pode valer inclusive para crianças.

DESAFIOS

Poucos cartórios realmente entenderam a importância de um processo desburocratizado, por autodeterminação e de forma direta nos cartórios.

Temos recebido diversas denuncias em que cartórios estariam recusando o cumprimento da decisão do STF, elegendo a não regulamentação pelo CNJ como motivo para o descumprimento. Há ainda casos em que cartórios que estão cumprindo a decisão, mas tem exigido documentos e laudos que contrariam o que ficou decidido pelo STF.

Desta forma, temos participado de diversas atividades pelo país a respeito da importância da regulamentação para evitar todos esses desencontros de informações e resolvemos fazer uma campanha de mobilização frente a população de Travestis e Transexuais para que possamos pressionar os orgaos competentes sobre a importância da regulamentação, a fim de coibir abusos e negativas a um direito que nos é garantido.

CAMPANHA

Meu Nome Importa

Convidamos a toda população Trans, a compartilhar suas experiências. Seja no dia a dia, desafios e dificuldades por ainda seremos obrigadas a usar um nome que não nos representa.

Para tal, lançamos a campanha e sugerimos o uso da hashtag #MEUNOMEIMPORTA, para que possamos encher as redes com nossa indignação, pressionar e acompanhar o processo de efetivação deste direito, para que através dele seja garantida a cidadania plena e acesso a direitos para nossa população.

Vamos lá. Juntas e juntos dizer ao mundo que nosso nome importa, muito!!!

Os aliados podem ajudar compartilhando a campanha!

#MeuNomeImporta #Antra #NãoVaiTerLaudo #LiberaMeuNomeCNJ

ANTRA, GADvS, ABGLT e ALIANÇA, pedem regulamentação da Decisão do STF no CNJ

Direitos e Política

Entidades do Movimento LGBTI protocolaram petição ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dando sua opinião sobre a melhor forma de regulamentar a histórica decisão do STF que reconheceu o direito à mudança de nome e gênero de pessoas transgênero (travestis, mulheres transexuais e homens trans) independente de cirurgia, de laudos e de ação judicial. A petição de de amici curiae (“amigas da Corte”) foi elaborada pelo Diretor-Presidente do GADvS, Paulo Iotti, que contou com a relevante colaboração dos advogados Thiago Coacci e Bruno Ferreira, também do GADvS.

 Isso em decorrência de ter sido elaborada uma “minuta” (versão inicial, provisória) pela Corregedoria Nacional de Justiça sobre o tema, a qual as entidades entendem que tem dois problemas sérios.

Primeiro, nega cidadania a pessoas trans com dívidas e processos, quando basta simplesmente informar cadastro de proteção ao crédito e/ou Juízo competente da retificação que prejuízo nenhum a terceiros haverá. Ademais, fala em laudos, embora diga que sua falta não gera negativa da mudança – ora, então qual a necessidade disso?

Gerará mal entendidos e laudo nenhum deve se elucubrar, se a própria minuta parte do pressuposto (imposto por STF e Corte Interamericana de Direitos Humanos) de que a identidade de gênero é autopercebida (logo, declarada pela pessoa e por mais ninguém). Por fim, mencionaram tema não tratado pela minuta atual, a saber, o drama das crianças trans, que precisam também poder retificar seu registro civil, representadas ou assistidas por seus representantes legais, admitida a superação de “recusas injustas”, da mesma forma que isto se admite para o casamento civil.

 

Entendem as entidades que se o casamento civil, que é o ato mais solene (formal/burocrático) de nosso Direito, que também mexe no estado civil da pessoa, admite a superação de injusta recusa, também aqui deve ser possibilitado. Pela mesma razão (possibilidade no casamento civil, ato mais solene de nosso Direito), aplaudem e concordam com a possibilidade de mudança por procuração, já que por instrumento público (feita perante Tabelião/ã) ou instrumento particular com firma reconhecida, em ambos os casos com poder específico para a mudança, informando o novo nome e gênero pretendido. Situação que mais que garante a segurança jurídica e a autonomia da vontade necessárias para tanto (procuração é instrumento de garantia da autonomia da vontade, cabe destacar).

 

Por outro lado, defendem as Entidades que Oficiais de Registro não podem alegar “objeção de consciência” para negar a mudança (alegar convicções religiosas ou morais). O mesmo vale para os pais ou representantes legais. Um direito civil, fundamental e humano como o relativo ao pleno respeito à identidade de gênero da pessoa trans tem que ser garantido pela lógica do Estado Laico e do Pluralismo Social. Totalitarismos morais ou religiosos são obviamente inconstitucionais e inconvencionais (violam a Constituição e tratados de direitos humanos, respectivamente).

 

Integra do Amicus Curae

 

Originalmente postado em: http://www.gadvs.com.br/?p=2134

 

 

 

 

Violência Crescente Contra Pessoas Trans em 2018

Violência

Casos extremos de violência física tem chegado ao nosso conhecimento, através de nossa rede de afiliadas.  O que tem nos deixado muito preocupadas, visto que, com o aumento do conservadorismo e a onda fascista que cresce no país, as populações mais vulneráveis são aquelas que já vinham tendo suas vidas colocadas em risco.

De acordo com o levantamento da ANTRA, já são 52 assassinatos de pessoas Trans no Brasil em 2018. Até 29/03, temos um aumento 45% (16 casos) no número de assassinatos em 2018, em relação ao mesmo período do ano passado. E com o aumento da violência brutal com que os assassinatos acontecem.

 

Os dados são detalhados no Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2018, confirmando o indice de que a cada 48h uma pessoa Trans é assassinada com requintes de crueldade no Brasil. O País que mais mata travestis e transexuais do mundo.

Campanha Mapa dos Assassinatos

Campanha ASSASSINATOS

É preocupante o momento que vivemos. A maior parte das vítimas da violência possui características semelhantes. Além do gênero feminino, a idade é um fator que merece destaque. Quanto mais jovem, mais suscetível a violência e ao assassinato.

 Os assassinatos acontecem preferencialmente contra travestis e transexuais negras ou pardas, profissionais do sexo e que estão vulnerabilizadas pela falta de acesso a serviços básicos como educação, trabalho e segurança.
85% dos casos os assassinatos foram apresentados com requintes de crueldade como uso excessivo de violência, grande quantidade de disparos, esquartejamentos, afogamentos e outras formas brutais de violência. O que denota o ódio crescente e sempre presente nos casos.

Estimamos que cerca de 80% dos suspeitos não tinham relação direta com as vitimas, visto que são clientes em potencial, o que dificulta a identificação dos suspeitos.

Por não existirem dados oficiais sobre a violência contra a população trans no Brasil, o levantamento anual é feito a partir de pesquisa em matérias de jornais e informações que circulam na internet, bem como de relatos que são enviados para a organização. A coleta é diária e manual. Ao longo desse trabalho, as informações são inseridas em um mapa virtual, que detalha nome, identidade de gênero da vítima, local da morte e o que mais estiver disponível.

 

Fonte: Mapa 2018

Bruna Benevides – Secretária de Articulação Política – ANTRA

I Seminário Internacional Sobre Assassinatos da População LGBT

Direitos e Política, Eventos

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ANTRA ESTÁ PARTICIPANDO DA ORGANIZAÇÃO E CONSTRUÇÃO DO SEMINÁRIO QUE ACONTECE DE 24 A 26/06/2018.

 

A cada 25 horas uma pessoa LGBT é brutalmente assassinada no Brasil vítima de LGBTfobia, isso torna o país campeão mundial no ranking de crimes contra as minorias sexuais. Mata-se mais homossexuais aqui do que nos 13 países do Oriente e África onde há pena de morte contra LGBT.

 

No caso de Travestis e Transexuais, a cada 48h uma pessoa Trans é assassinada, com requintes de crueldade no Brasil. O que coloca o Brasil como o país que mais mata pessoas Trans do Mundo.

 

 

Assim a população LGBT nos territórios marginalizados são alvos, cotidianamente, dos fortes ataques do conservadorismo religioso e do sistema patriarcal que esta presente em nossa sociedade, sobretudo, estão a margem das políticas sociais destinadas a esse público.

 

 

Além disso para a população favelada existe mais um agravante, o narcotráfico, que se torna mais um fator limitador e de extermínio do público alvo, pois na maioria das vezes é LGBTfóbico, ou seja, ser LGBT nos espaços de favela é não usufruir dos avanços sociais e estar diariamente e intimamente exposto as violências física e psicológica.

 

 

A partir deste contexto o Grupo Conexão G realizará o I Seminário Sobre Assassinatos da População LGBT: Pensando e construindo ações e estratégias interventivas, que tem como objetivo discutir sobre crimes LGBTfóbicos e construir a implementação de processos que promovam a redução dos homicídios na população LGBT. Este evento representa a construção coletiva de um longo processo de luta por direitos básicos e é uma das mais importantes ferramentas de articulação social do Grupo Conexão G.

 

 

CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO

 

Ser LGBT, acadêmicas/os e instituições afins

 

1. Bolsa Integral: passagem, hospedagem e alimentação

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2. Bolsa parcial: hospedagem e alimentação

 

CALENDÁRIO
 ETAPAS PERÍODO
Inscrições até 28 de abril
Analise das inscrições de 29 de abril a 11 de maio
Divulgação dos/as contemplados/as 14 de maio, a partir das 16h – (horário de Brasília)
Contato com as/os selecionadas/os de 15 a 21 de maio

 

Realização:

Grupo Conexão G

Apoio:

ANTRA – ABGLT – REDTRANS – GTN – GDN- ABL – DELLAS – GAI – RENOSP_LGBT – Mandato do Dep. Jean Wyllys – Grupo de Mulheres Felipa de Sousa – ONU – FioCruz

 

Para inscrições clique aqui: Inscrições